São Paulo, Brazil
Sou jornalista, pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. São-paulina. Apaixonada por Futebol e pela profissão dos Goleiros.
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segunda-feira, janeiro 31, 2011

Esporte e Política

Por muito tempo, o esporte foi visto como objeto de entretenimento e bem-estar, mas sua função como um meio de comunicação logo foi descoberta e explorada.

O esporte se tornou a principal forma de conexão com a população, independente do país e da modalidade esportiva utilizada, visto que as pessoas se identificam com vários esportes.

Com o ganho de espaço, o esporte passou a ser importante para a política, onde teve seus vínculos com eventos e modalidades, seja por referências políticas ou por determinados sistemas econômicos.

A utilização do esporte pela política é uma prática antiga, na Guerra Fria o esporte foi muito utilizado pela disputa de poder entre o capitalismo e o socialismo. Assim, não apenas o nacionalismo entrava nas competições, mas também o sistema econômico implantado em cada país.

Ainda hoje, podemos notar o elo entre o esporte e a política. Nos casos mais recentes dessa ligação vemos o nosso ex-presidente Lula com sua paixão pelo futebol e pelo seu time: o Corinthians.

No mundo inteiro percebemos essa situação e mais ainda no Brasil, país do futebol, em que, querendo ou não, qualquer declaração sobre esporte pode se tornar positiva para a política.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Esporte Espetáculo

As relações financeiras no esporte ganham força a cada ano. Mais do que a promoção do evento ou do jogo em si, a mídia busca a atenção de seus telespectadores.

O próprio caso da relação do Barcelona com o Qatar mostra o esporte perdendo espaço para o espetáculo, ou melhor se moldando no esporte-espetáculo.

As relações entre esporte e espetáculo tendem a se aproximar à medida que a transmissão dos esportes aumentam e, na mesma proporção, as dimensões da comunicação se distanciam.

Assim, quem assiste ao evento ao vivo nota que há diferença do evento transmitido.

Acredito que a mídia necessite desse diferencial, em especial os canais abertos, pela competição e conquista de mais telespectadores, mas pode prejudicar o esporte por formar uma imagem distinta a da realidade.

Ao mesmo tempo que esse novo jornalismo (espetáculo) ganha adeptos, há uma outra parcela da população que não se adaptou às mudanças.

O que se pode afirma, pelo menos até agora, é que o espetáculo dentro e fora do jogo tem conquistado resultados positivos, ao menos para os veículos de comunicação.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Youtube e Orkut: um novo paradigma para a comunicação

No artigo “A interatividade esportiva na Internet: uma avaliação de como o Youtube e o Orkut transmitem as informações do esporte”, o autor Silvio Saraiva Júnior, jornalista, retrata as duas novas fontes de informações que ganharam destaque no mundo inteiro.

Em sua análise, fala do Youtube como uma possibilidade de comunicação na Internet, onde as pessoas podem se cadastrar e enviar arquivos de vídeos sem a necessidade de conhecimento específico em criação de site e ferramentas de programação.

Segundo o autor acredita, essa facilidade de envio de vídeos possibilidade pelo site Youtube, faz com que gere alterações dentro da comunicação esportiva, por proporcionar ao esporte amador uma fonte de divulgação, uma vez que não consegue espaço nos meios de comunicação.

Um exemplo citado pelo autor é a questão das modalidades esportivas pouco divulgadas, onde os praticantes divulgam as instruções para prática e até as disputas de campeonatos. Eu ressaltaria aqui, os fãs dos esportes, que ao acompanhar, acabam filmando e divulgando, neste caso, em especial, baseiam-se nos campeonatos disputados.

Além das informações que são divulgadas pelos vídeos, Saraiva Jr ainda evidencia duas características da ferramenta Internet como meio de comunicação e que o site Youtube carrega em sua proposta, são elas: memória, por meio da qual são arquivados os fatos, sendo assistidos quando convier ao internauta; e a atualização contínua, uma vez que são postados constantemente novos vídeos.

Ele também vê uma mudança de pensamentos, advinda dessa ferramenta, pois com essas facilidades, a ideia de conteúdo esportivo foi mudada, antes, os fãs do esporte precisavam assinar TV especializada, agora, o internauta faz uma busca pelo site e assiste apenas o que condiz com seus interesses. Além disso, são oferecidas formas de interação entre o internauta e a pessoa que publica o vídeo, deixando-o como parte do site e ouvindo suas opiniões.

Saraiva Jr destaca, em um dos tópicos do artigo, as questões de retransmissão e direitos autorais, visto que os usuários do Youtube captam e divulgam imagens da televisão, ou emissora que detém contrato de uso de imagem, enquanto que as emissoras concorrentes não podem utilizar. Alega-se que há dificuldade em controlar os conteúdos postados.

Vejo um outro motivo que também facilita essa veiculação facilitada na Internet, como meio de comunicação relativamente novo, ainda não se tem legislação específica, fazendo com que “o que pode” ou “o que não pode” fique sem respaldo da lei. Por outro lado, ainda temos a própria televisão que coloca imagens do site em sua programação, o que também contaria para o usuários o direito autoral de seu vídeo.

Em seu artigo, o jornalista comenta uma outra forma que os usuários encontraram para uso do site, a postagem de gafes e/ou vexames durante as transmissões ao vivo. Assim, o fato que deveria ser momentâneo, e logo depois, esquecido, passa a ser arquivado e relembrado constantemente.

Outra fonte de estudo no artigo é o site de relacionamento Orkut, segundo o autor, esse site pode ser considerado “a maior expressão do que seria essa presença da humanidade encarnada pela Internet”, já que concentra a opinião, gostos, expectativas, etc, em relação às paixões. E, completa que é inevitável ter o esporte pautado no Orkut.

O jornalista ressalta que não se trata de uma publicação de informação no rigor que há no jornalismo, porém, tem se tornado uma fonte de pesquisa para informações sobre o esporte. Talvez pelas suas linhas: o conjunto de amigos e as comunidades por temas.

O primeiro deles (amigos), refere-se ao grupo de perfis aceitos pelo usuário, geralmente escolhido por gostos similares. Os torcedores de um determinado time, dariam prioridade por terem amigos que também fosse torcedores desse mesmo time, para debaterem, trocarem informações, etc.

Além disso, é comum a existência de fakes de personalidades do esportes, que, entre outras coisas, pode funcionar como uma fonte de informação dos acontecimentos da personalidade em questão e que, por estar em perfis de admiradores, transmitem as novidades, criando uma espécie de interação “jogador” e torcedor.

Em um subtítulo curioso, o autor coloca “O Orkut e o botequim”, descreve que as conversas do Orkut podem ser comparadas com as do botequim, enquanto que os sites informativos são comparados com as revistas e jornais.

Ao meu ver, sim. As conversas informais que são frequentes no site de relacionamento, se assemelham às discussões e pontos de vistas das conversas de botequim, geralmente baseadas em sua opinião, são meramente informativas do assuntos, mas que falta conhecimento técnico.

Além desses aspectos relacionados aos amigos, encontramos as comunidades, do qual o autor retrata, em especial, as comunidades esportivas. Essas comunidades, ou melhor páginas da web divididas em temas, facilitam a busca dos usuários, uma vez que o Orkut disponibiliza uma lista de temas, o autor destaca “Saúde, Bem-Estar e Fitness” e “Esporte e Lazer”, onde seriam encontradas as comunidades relacionadas ao esporte.

Vale ressaltar que dentro desses temas, há as especificações de cada página da web, muitas delas dividas por times, modalidades ou ídolos do esporte.

Saraiva Jr relembra ainda a questão das torcidas organizadas, que frequentam o site, possuem comunidades e perfis, e corriqueiramente são registradas brigas entre torcidas rivais do futebol, marcadas no site.

Mais uma vez, entra a questão de não conseguir acompanhar as postagens dos usuários, assim como acontece com o Youtube, dessa forma, as brigas são marcadas e não há forma de intermédio da polícia. Geralmente, só após a briga é descoberta a página onde estavam combinando.

O autor alerta que não considera o Youtube e o Orkut como fontes de produtos jornalísticos, por outro lado, como citado por José Marques de Melo, sobre a existência das 4 categorias da comunicação de massa sendo que o esporte figura como conteúdo em cada uma, são elas: informação, persuasão, instrução e diversão; categorias que Saraiva Jr assumiu no artigo.