- Thaís Renesto
- São Paulo, Brazil
- Sou jornalista, pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. São-paulina. Apaixonada por Futebol e pela profissão dos Goleiros.
sexta-feira, dezembro 07, 2012
Futebol que vale ouro
sexta-feira, outubro 19, 2012
Football e Soccer: Quem é quem?
segunda-feira, junho 27, 2011
Rússia promete combater racismo no futebol
Agência Estado
A Rússia vai lançar uma campanha contra o racismo no futebol para tentar conter incidentes como o da banana atirada em Roberto Carlos em um jogo nesta semana. O racismo está estabelecido em algumas torcidas de clubes russos, que contam com vários ultranacionalistas.Roberto Carlos, que joga no Anzhi Makhachkala, saiu do campo em protesto durante o jogo na quarta-feira do Campeonato Russo contra o Krylya Sovietov Samara, fora de casa, colocando a questão no centro das atenções do futebol russo.O presidente Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2018, Alexei Sorokin, disse nesta sexta-feira em um fórum de futebol em Moscou que a questão era de "muito difícil controle", mas que a Federação Russa de Futebol se prepara para aprovar uma campanha antirracismo. Ele negou que a Rússia tenha profundos problemas com o racismo, insistindo que alguns casos isolados não constituem uma tendência. "Sim, existem vários surtos e incidentes. Mas eles não representam o ambiente geral em nossa sociedade", disse. O incidente de quarta-feira foi o segundo envolvendo Roberto Carlos, considerado o jogo mais renomado em atividade no futebol russo. Em março, o campeão russo Zenit foi multado em US$ 10 mil após um de seus torcedores oferecer uma banana ao brasileiro antes de um jogo. O lateral-esquerdo de 38 anos, que ganhou a Copa do Mundo em 2002, chegou ao Anzhi neste ano após passagem pelo Corinthians. "Eu estou indignado com o comportamento doentio deste torcedor, que, de fato, insultou não só eu, mas todos os jogadores", disse ao Sport Express. "Espero que a federação russa, a Uefa e a Fifa avaliem adequadamente este repugnante incidente". No ano passado, os torcedores do Lokomotiv Moscou desfraldaram uma bandeira mostrando uma banana ao atacante nigeriano Peter Odemwingie, que depois se transferiu para o West Bromwich Albion, da Inglaterra. Porém, autoridades russas defenderam que a bandeira claramente racista refletia o descontentamento geral com o atacante e não era uma referência a cor da sua pele.
Fonte:http://www.atarde.com.br/esporte/noticia.jsf?id=5738035
segunda-feira, junho 13, 2011
Vettel vai aos EUA e joga futebol com time de Henry
13 de junho de 2011 • 13h57 • atualizado às 15h00
Lancepress!
Depois de perder o Grande Prêmio do Canadá na última volta, o piloto alemão Sebastian Vettel foi jogar futebol nos Estados Unidos para "esfriar a cabeça" nesta segunda-feira.
O atual campeão mundial de Fórmula 1 treinou, nesta segunda-feira, com o time de futebol do New York Red Bulls, equipe em que o francês Thierry Henry e o mexicano Rafa Márquez disputam a Major League Soccer (MLS) - Campeonato Americano de futebol.
Mesmo após rodar na última volta e ver Jenson Button vencer o GP de Montreal, Vettel vive bom momento na F1. O atual campeão lidera a classificacão de pilotos, com 161 pontos, contra 101 de Button, vice-líder.
No futebol, a equipe de Henry também está em boa fase, já que lidera a Conferência Leste da MLS com 22 pontos.
segunda-feira, maio 31, 2010
As regras do jogo

Apesar de não ter surgido no Brasil, o futebol foi o esporte mais bem acolhido pelos brasileiros. Mas, hoje, quem vê em todos os cantos do país, um grupo de amigos jogando nos campos de várzea ou mesmo em quadras, não imagina como esse esporte era para poucos.
Quando o futebol foi trazido ao Brasil, nem todos podiam jogar, era um esporte da elite. Negros, mulatos, pessoas de classes mais baixa, eram todos vetados no campo. No começo, o esporte era amador, os meninos ricos se apaixonaram pelo novo passatempo vindo da Europa e jogavam por gosto, sem receber, além do mais, não precisavam de dinheiro.
Depois de um tempo, novos apaixonados começaram a praticar o esporte, muitos jogavam bem, mas não conseguiam fazer parte dos times, a elite tomava conta dos poucos times existentes e não permitia a popularização do futebol.
Assim começaram algumas rivalidades, alguns à favor do futebol para todos, sem racismo ou qualquer outra discriminação; do outro lado, a elite brasileira que defendia sua exclusividade.
Lembraria o inesquecível Vasco de 1923, dos poucos times que não se intimidavam com as pressões, foi Campeão Carioca tendo em seu time negros, mulatos e analfabetos. A conquista ficou na memória e “inexplicavelmente”, o Vasco ficou 2 anos afastado dos campeonatos.
Aliás, o clube cruzmaltino foi afastado pela Associação Paulista de Esportes Amadores (Apea), esta, criada para continuar com o futebol amador, mas os esforços para impedir as classes mais humildes de participarem das competições estavam com os dias contados. Com alguns times formados, começaram as rivalidades e os torcedores pediam os melhores jogadores, independente de quem eles eram.
Durante um tempo, o que se via eram gratificações, os jogadores que se destacavam recebiam dinheiro ou algo material. Esse incentivo passou a fazer parte do esporte, o que não impediu de continuar o amadorismo. Mas afinal, como deter a elite?
Na Europa, a profissionalização já existia e, logo, os brasileiros souberam. Com excelentes jogadores não aproveitados aqui, o Brasil começou a perder seus craques. Os atletas perceberam que podiam viver da “profissão” jogador de futebol e não demoraram muito para irem jogar no futebol europeu.
Sem muita alternativa, o Brasil precisou enfrentar quem era contra. A elite tentou evitar, tentou de novo e de novo. Sem efeito, a profissionalização aconteceu. Logo, esse esporte passou a ser de todos e a elite abriu mão do futebol. Mas na afobação de mudar o amadorismo para o profissional, o Brasil deixou muitos erros que só foram corrigidos depois.
O principal foi a organização. Apesar de excelentes jogadores, os brasileiros viram nossa seleção perder em pleno Maracanã a Copa de 50 e ser desclassificado em 54. A falta de organização e planejamento não lhes permitiam bons resultados.
Do outro lado, ainda haviam as dificuldades dos atletas, apesar de serem profissionais, não tinham carteira assinada e nem benefícios, a regulamentação dos profissionais do futebol só iria acontecer em 1976.
Seria esse o ideal de profissionalização? Até quando vamos ver os clubes decidindo como querem?
Ainda arriscaria a dizer, sem medo de errar que mesmo hoje, ainda não há um futebol integralmente profissional. Muito também, pelos jovens atletas que jogam desde muito novos mas só se profissionalizam com seus 18 anos, passando, às vezes, 4 anos como atleta em formação e mais de 10 anos num “treino” constante, porém, sem poder ter vínculo com clubes.
Além do mais, uma das “profissões” mais cobradas, dirigente de futebol, não existe de fato, pois são pessoas que colaboram com o clube e não tem pagamento. Os dirigentes, passam boa parte de seu tempo se dedicando ao clube, trabalham por paixão ao futebol, mas não são profissionais, apenas colaboram com o clube.
Nesse conflito constante de interesses financeiros e sociais, sobra sempre para os técnicos e jogadores, que pouco podem fazer para mudar os erros que ainda temos no futebol profissional. Os torcedores cobram dos atletas, mas até que ponto eles são responsáveis pelo resultado sem o planejamento?
Os profissionais do futebol são descartáveis. O técnico que não faz do time um campeão, cai em poucas derrotas, muitas vezes sem tempo para planejar e fazer seu trabalho. Os atletas um dia estão em São Paulo, no outro dia no Rio de Janeiro e no outro na Europa, muitos com grande capacidade e talento, mas acabam não conseguindo seu espaço.
Os clubes, principalmente no Brasil, não conseguem manter os melhores jogadores no país. Em busca, geralmente, de melhor remuneração, os craques deixam nosso país e se aventuram pelo mundo. Talvez por terem uma organização mais atrativa, fato é que, a carreira profissional no exterior é muito mais vantajosa.
Jogadores. Torcedores. Paixão. O Brasil virou sinônimo de futebol, mas não podemos esquecer que o Brasil também é visto como o país sem leis, onde tudo pode ser feito, país subdesenvolvido, atrasado.
Seleção pentacampeã? Sim, mas com a maioria dos nossos craques fora de nosso país. Será que não falta conseguirmos segurá-los aqui e vermos de perto tantos espetáculos que fazem a alegria dos europeus?
Foto Original: VisualParadox.com