São Paulo, Brazil
Sou jornalista, pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. São-paulina. Apaixonada por Futebol e pela profissão dos Goleiros.
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segunda-feira, julho 26, 2010

Megaeventos

A Copa do Mundo se tornou um dos principais eventos esportivos. Com alcance mundial, a movimentação financeira e o legado faz com que as apostas em retorno ao sediar o evento sejam infalíveis.

Esse ano foi a primeira vez que um país Africano sediou a Copa, a partir daí, o mundo passou a ver um outro lado da África do Sul.

Mais do que a estrutura do país e seus estádios, a África do Sul conquistou turistas, mostrou sua cultura e suas riquezas e foi realmente conhecido, assumindo seus problemas e sua capacidade em melhorar.

Legado:

Evento em si: construções esportivas, infraestrutura, empregos temporários...

Candidatura do evento: aprendizado do processo de candidatura, planejamento urbanístico.

Imagem do país: projeção, nacionalismo...

Governança: planejamento participativo, liderança do poder público

Conhecimento: treinamento e capacitação, transferência do conhecimento, desenvolvimento de estratégias...

segunda-feira, julho 12, 2010

Quem acredita sempre alcança.


Pode parecer batido, mas cai muito bem na final da Copa do Mundo de 2010. Depois de 13 tentativas, a Espanha conquistou seu primeiro título. A Fúria, considerada por muitos como uma zebra, superou as brigas internas do país e se uniu pela Taça, espanhóis e catalães.

Parabéns La Fúria!

Comunidade Autônoma da Espanha

Fonte: http://www.quadrodemedalhas.com/futebol/copa-do-mundo/copa-mundo-2010-selecao-espanha.htm


• Catalunha - 7 jogadores (Gerard Piqué, Carles Puyol, Cesc Fàbregas, Xavi Hernández, Joan Capdevila, Víctor Valdés e Sergio Busquets)
• Andaluzia - 3 jogadores (Carlos Marchena, Sergio Ramos e Jesús Navas)
• Madri - 3 jogadores (Iker Casillas, Fernando Torres e Pepe Reina)
• Canárias - 2 jogadores (Pedro e David Silva)
• Castela e Leão- 2 jogadores (Juan Manuel Mata e Álvaro Arbeloa)
• Navarra - 2 jogadores (Fernando Llorente e Javi Martínez)
• Astúrias - 1 jogador (David Villa)
• Castela-Mancha - 1 jogador (Andrés Iniesta)
• País Basco - 1 jogador (Xabi Alonso)
• Valência - 1 jogador (Raúl Albiol)

segunda-feira, maio 24, 2010

Uma vez Campeão, sempre Campeão



Football Club Internazionale Milano, ou simplesmente Inter de Milão, atual campeão na Liga dos Campeões da Europa. Aliás, o clube italiano é um históricamente vitorioso, desde sua fundação, sempre disputou a Série A, apesar de quase ter sido rebaixada em 1922, salva pela FIGC ( Federação Italiana de Futebol).


O clube foi fundado por italianos e suíços descontentes com o Milan Cricket and Football Club, uma vez que nesse era dominado pelos italianos. Assim, o Inter passou a ser aberto aos jogadores estrangeiros.


Nos anos 90, a Inter passou por algumas dificuldades, em 93-94, a equipe ficou há apenas 1 ponto do rebaixamento, porém, teve suas glorias alcançadas com três títulos na Copa UEFA, na década de 90.


Sua grande virada viria após 2004, a Inter conquistou a Copa Itália e a SuperCopa em 2005 ( título que não conquistava desde 89), depois, a Série A 2005-06 (ficou em 3º lugar, mas as duas primeiras colocadas Juventus e Milan tiveram pontos descontados por envolvimento nos escândalos de manipulação de resultados, que fizeram a Inter passar para 1º lugar), em 2006, conquistou novamente a Copa da Itália. E ainda teve seu jogador, Marco Materazzi, como campeão da Copa do Mundo de 2006.


Guarda em sua memória, 18 títulos pela Série A, e 28 troféus conquistados na Itália. Além disso, conta com suas conquistas de torneios europeus e mundiais: a Liga dos Campeões de 1963-64, 1964-65 e 2009-10; Copa UEFA em 1990-91, 1996-97 e 1997-98; e a extinta Copa Intercontinental em 1964 e em 1965.


Clube de muitas glórias que acaba de somar mais uma conquista.

quarta-feira, maio 19, 2010

O Melhor do Século

Passam os dias. Passam as semanas. Passam os meses. Passam os anos. As façanhas de muitos de nossos ídolos acabam ficando para trás. Quantas pessoas devem se lembrar de Lev Yashin?
Talvez os russos se lembrem mais que os brasileiros. Mas esse goleiro soviético merece mais do que o reconhecimento só de seu país. Nascido de 22 de outubro de 1929, na antiga União Soviética, hoje Rússia, Yashin até hoje é considerado como o melhor goleiro da história do futebol.
Começou jogando hóquei no gelo, sempre como goleiro, pela equipe de uma fábrica de ferramentas onde trabalhava. Com seus 14 anos, decidiu ser goleiro de futebol. Em sua carreira profissional, ficou conhecido como Aranha Negra, pois usava um uniforme todo preto. A pequena área era pouco para seu talento, e, assim como o goleiro búlgaro Apostol Sokolov, passou a ser uma espécie de líbero, contando cruzamentos altos, tomando as bolas que estavam nos pés dos atacantes e bloqueando os ângulos, sempre mais avançado que a sua área.


Com 42 anos, Lev Yashin se aposentou como goleiro e começou a treinar equipes juvenis e atuar como professor de educação física. Porém, no final de sua vida, passou por muitos problemas de saúde, em 1984, por causa de um problema circulatório, teve uma de suas pernas amputada. Em 1986, sofreu um acidente vascular cerebral e faleceu em 1990por causa de um câncer no estômago.



Estatísticas

  • 812 jogos na carreira

  • 326 jogos pelo Dínamo de Moscou na liga soviética

  • 78 jogos pela seleção nacional soviética

  • 150 pênaltis defendidos




Prêmios e Homenagens

  • Melhor jogador da Europa em 1963 - Prêmio Ballon d'or (até hoje foi o único goleiro a ganhar tal honraria)

  • Em 1968 foi condecorado com a Ordem de Lenin por sua vitoriosa carreira de grande esportista soviético.

  • Lev Yashin é considerado como o melhor goleiro da história das Copas do Mundo. Por isso o troféu da FIFA dado ao melhor goleiro do campeonato, que foi entregue pela primeira vez em 1994, leva o seu nome em reconhecimento a seu magnífico trabalho.

  • Em 27 de dezembro de 1999 foi eleito como o melhor esportista russo do século XX, pelos jornalistas esportivos do seu país.

  • Em 1998, foi eleito o goleiro da Seleção de Futebol do Século XX.

  • Em 2004, foi eleito o melhor jogador russo dos 50 anos da UEFA, nos Prêmios do Jubileu da entidade.


Títulos
  • Campeonato Soviético (1954, 1955, 1957, 1959 e 1963)

  • Copa da URSS (1953, 1967 e 1970)

  • Medalha de Ouro nas Olimpíadas de 1956

  • Eurocopa 1960


Estatística, Prêmios e Homenagens, Títulos: extraídos do wikipédia.

quarta-feira, maio 05, 2010

Nos pênaltis surge um ídolo



Ano de Copa do Mundo, amigos e família reunidos nos dias de jogos. O evento mais brasileiro que existe. O verde e amarelo em campo. Os corações brasileiros palpitando forte. Gritos e comemorações a cada mudança de placar a nosso favor. Um ídolo se fez pelo contrário, evitando os gols dos adversários.

Cláudio André Mergen Taffarel, ou simplesmente Taffarel, nosso goleiro e salvador dos pênaltis. Quem não se lembra da Copa de 1994, o Tetra Brasileiro. Em campo, o maior ídolo goleiro que já tivemos.

Na final, Brasil X Itália, o jogo terminava em 0x0, e pela primeira vez, o campeão seria decidido nos pênaltis. Com 2x2 nos pênaltis, Taffarel para Massaro, jogador da Itália, logo depois Dunga faz o seu, e Baggio, da Itália, manda pra fora. O jordão “Vai que é tua Taffarel!” ressurgia.

Em 98, a Seleção encarou a disputa de pênaltis logo na semifinal, contra a Holanda, e mais uma vez, o goleiro deu um presente aos brasileiros. Defendeu 2 pênaltis e passou o Brasil para a final. Contra a França, o grito de Penta ficou engasgado.

No ano passado, Taffarel ficou em 10º lugar no ranking, feito pela Federação Internacional de História e Estatísticas, dos melhores goleiros da história do futebol, desde 1987. O melhor dentre os brasileiros.

domingo, maio 02, 2010

Esquecendo o passado e errando no presente


Um técnico e onze jogadores que encantam o mundo. Numa escalação que ninguém acreditava. A surpresa de um futebol-arte. Assim foi nossa seleção em 82 e 86, em especial a de 82, ambas no comando do Mestre Telê Santana. Amado, mas ao mesmo tempo tão odiado por suas escolhas de jogadores. E a história se repete com o atual técnico, Dunga.

Apesar das excelentes campanhas nas duas Copas do Mundo, e deixando o mundo inteiro cair aos pés de nossas atuações em campo, ficamos sem o tricampeonato. Alegria, talvez, dos críticos de Telê. Decepção dos amantes do futebol-arte.

Em 1982, o Brasil ainda era embalado pela música 'Voa Canarinho', gravada, em um compacto, pelo lateral Júnior. Vendendo por volta de 600 mil cópias, os brasileiros acompanhavam o show em campo e cantavam seu novo hino:

Voa, canarinho, voa

Mostra pra este povo que é rei

Voa, canarinho, voa

Mostra na Espanha o que eu já sei

Apesar dos espetáculos, a batalha dentro de campo é árdua, e a luta para ir à Copa é muito maior, ainda mais há quase 30 anos atrás. Quem diria quando foi criada, em 1930, muitas seleções não conseguiam participar devido as distâncias e gastos. Como os europeus que precisavam atravessar o Oceano para jogar, em viagens intermináveis em navios, desistiram da primeira Copa do Mundo. Além disso, os financiamentos das seleções não se comparam aos grandes investimentos de hoje.

Muitas das loterias esportivas foram criadas depois do ano 2000, com exceção da Loteca, criada em 1970. Com a arrecadação dessa loteria, as entidades esportivas tinham direito à 5,2% da arrecadação pelo uso de seu nome e simbolo. Só em 2001, surgiria a Lei Agnelo/Piva, que estabeleceu o repasse de 2% da arrecadação de todas as loterias federais ao Comitê Olímpico Brasileiro e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro.

Hoje, a timemania é a loteria esportiva mais importante, criada em 2004, é repassado 22% da arrecadação aos clubes, criando condições para que os clubes quitem suas dívidas. Apesar da sua criação há 6 anos, a timemania foi regulamentada apenas em 2007.

Outra forma de financiamento dos clubes e seleção são os patrocínios, que assim como as loterias, começaram a ganhar espaço e novas leis após o ano 2000, incentivando os patrocínios. Apesar disso, a diferença entre as regras para clubes e seleção, sempre fizeram a diferença. A visibilidade e consequentemente a publicidade do patrocinador que vemos nos clubes é proibida nas seleções.

Enquanto que nos clubes vemos seus patrocinadores estampados em seus uniformes, nas Seleções as regras são outras, a FIFA (Federação Internacional de Futebol) proíbe que as camisas das seleções tenham estampa de patrocinador. Afinal, se nos clubes pode, qual a diferença nas camisas da seleção? Estética?

Hoje em dia, com a mídia, internet, enfim, os patrocinadores são vistos, mas nos anos 80, a realidade era outra. Sem visibilidade, o patrocínio é mais difícil. Claro que até 82,quando foi aprovada um lei que permitia a estampa, não se podia colocar patrocinador nas camisas, nem dos clubes. Mas se clubes ou seleção são times de futebol que disputam campeonato profissional, qual o problema?

Quando técnico da seleção, Telê Santana era patrocinado pela TV Mitsubishi, enquanto que a Seleção Brasileira tinha como patrocinador o IBC (Instituto Brasileiro do Café). Para dar visibilidade ao patrocinador, colocaram a logomarca do IBC (um ramo de café) ao lado da Taça Jules Rimet (taça que fica dentro do distintivo da seleção).

Além disso, o zagueiro da Seleção de 82, Edinho, chegou a declarar que os jogadores Éder e Serginho recebiam mil dólares para cada gol comemorado perto de uma determinada placa de publicidade. Não se pode criticar, aliás, acredito que era uma alternativa para conseguirem patrocínio.

Além do mais, com o futebol de hoje, que não chega nem aos pés dos espetáculos da Era Telê, onde temos jogadores com salários altíssimos que precisam de um patrocínio para pagar cada jogador consagrado, independente do rendimento atual, nada mais justo que os craques Éder e Serginho receberem por deixarem o patrocinador visível.

Mas alguém faltava nessa ajuda ao esporte, o governo com seus programas em prol do esporte. Se em 1982 era pouco visto, hoje em dia não mudou muito.

Há pouco mais de um mês para a Copa do Mundo na África, não vemos a movimentação de programas especiais. A única preocupação do Brasil é a Copa de 2014. Uma nação que pensa no futuro, sem dúvida. E esquece os problemas do presente.

O Governo Federal já implantou o ProCopa Turismo no Rio de Janeiro, onde oferece crédito para a construção, reforma e modernização das redes hoteleira, enquanto que os clubes fazer o impossível para arrecadar verba para manter e reformar seus estádios. O Turismo já está garantido. Os nossos atletas e nossa Seleção? Ainda vão depender dos patrocínios.