São Paulo, Brazil
Sou jornalista, pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. São-paulina. Apaixonada por Futebol e pela profissão dos Goleiros.
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quarta-feira, abril 06, 2011

Goleiro: Eurico Lara

Eurico Lara (Uruguaiana, 24 de fevereiro de 1897 — Porto Alegre, 6 de novembro de 1935) foi um futebolista brasileiro que atuava como goleiro.



Biografia




Nascido em 1897, começou a jogar futebol no time do exército de Uruguaiana. Dizia-se, na época, que na cidade fronteiriça existia um arqueiro que, quando jogava, o time não perdia. Não demorou muito para que as informações sobre o atleta chegassem aos ouvidos dos dirigentes gremistas, os quais imediatamente deslocaram olheiros para a região. Sem demonstrar interesse em atuar como jogador de futebol em Porto Alegre, Eurico Lara acabou sendo transferido de sua terra natal para uma corporação da capital graças a pessoas influentes dentro do Grêmio.




Chegando a tenente do Exército, Lara acompanhou as forças revolucionárias que, em 1930, escreveram uma página importante para a história do país. Sem abandonar a farda, chegou ao Grêmio em 1920 culminando com a conquista do Campeonato da Cidade de Porto Alegre.




Dois anos depois, além de defender a seleção do Exército que venceu o campeonato entre as classes armadas, começou a construir sua reputação como goleiro no centro do país, depois de defender, com destaque, a esquadra gaúcha no Torneio Preparatório visando a escolha da seleção brasileira que disputaria o Sul-Americano. Lara fechou o gol em uma partida realizada no estádio Parque Antártica entre gaúchos e paulistas. Os donos da casa venceram por 4 a 2 mas, no final, o goleiro do sul foi ovacionado por uma multidão que invadiu o gramado para cumprimentá-lo. Afinal, não era qualquer um que conseguia defender mais de 20 chutes desferidos pelo atacante Friendereich, o maior nome do futebol brasileiro naquela época. Apesar de tudo, e para surpresa de todos, o gremista não foi chamado para a seleção.




Em setembro de 1935, já doente de tuberculose e com ordem dos médicos para não mais atuar, Lara decidiu entrar em campo para o grenal decisivo do campeonato portoalegrense daquele ano, chamado de "Campeonato Farroupilha" por coincidir com os festejos do centenário da Revolução Farroupilha). O Grêmio, com um ponto a menos, precisava vencer o Internacional para levar o troféu. Foi uma de suas maiores atuações com a camisa do Grêmio perante uma torcida maravilhada e sabedora do esforço realizado pelo atleta para poder participar da partida. Vitória do Grêmio por 2 a 0. Lara jogou o primeiro tempo. No intervalo, foi substituído e levado de ambulância para o Hospital Beneficência Portuguesa, de onde nunca mais saiu. No dia 6 de novembro, dois meses depois do Grenal Farroupilha, o herói gremista morria. Uma multidão foi às ruas para chorar a perda de um dos maiores desportistas do país. O enterro de Lara parou Porto Alegre e o atleta entrou para sempre na história do Grêmio e no coração de quem teve o prazer de vê-lo atuar.




É o único atleta do Grêmio que teve seu nome citado no Hino composto por Lupicínio Rodrigues para o cinquentenário do Grêmio (1953), hino este que acabou sendo adotado de forma oficial pelo clube. O trecho é o seguinte: "Lara, o Craque Imortal, / Soube o seu nome elevar. / Hoje, com o mesmo ideal, / Nós saberemos te honrar."






A lenda


Hoje em dia, há pouquíssimas pessoas vivas que viram Lara jogar; por isso, ele se tornou praticamente uma lenda da história do Grêmio.




Salim Nigri, homem importante na história do Grêmio, falou uma vez ao Gaúcha Entrevista, uma das diversas lendas de Lara. Segundo ele, um dirigente do clube porto alegrense estava em Uruguaiana e havia visto um jogo de futebol do exército, do qual Lara fazia parte. Ele ficou muito impressionado com o camisa 1 e decidiu contratá-lo para o Grêmio. Na vinda, Lara foi deslocado do regimento de Uruguaiana para Porto Alegre, para poder jogar no clube. Diz a lenda que, no primeiro treino, ao entregarem a camiseta de goleiro a Lara, ele perguntou para o treinador: "Como assim? Por que recebi essa camiseta? Não sou goleiro". Todos ficaram surpresos. Ele explicou que como não havia mais ninguém para ir no gol em Uruguaiana, ele havia sido requisitado para jogar como goleiro, mas não atuava na função. Se este episódio realmente ocorreu, não se sabe, mas Lara acabou se tornando uma lenda também pelo que fez nos anos seguintes pelo Grêmio.




Outra lenda seria que Lara, em certa partida, quebrou um dos braços, mas não queria sair. E também conta-se que defendeu todas as bolas até o fim do jogo, mesmo com a lesão.




Segundo outra lenda, Eurico Lara teria morrido em pleno "Grenal Farroupilha", após defender um pênalti chutado pelo seu próprio irmão. Na verdade, ele morreu dois meses depois, não houve pênalti na partida, e nenhum irmão de Lara jamais jogou no rival Internacional.






Títulos conquistados





  • Campeão da Cidade: 11 (1920, 1921, 1922, 1923, 1925, 1926, 1930, 1931, 1932, 1933 e 1935)






  • Campeão Gaúcho: 4 (1921, 1922, 1926 e 1931)






Fonte: Wikipédia

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Homenagem ao Ídolo Tricolor

Rogério Ceni é homenageado mais uma vez. E não foi pelo SPFC ou pela CBF.

Desta vez, a homenagem foi de Emerson e Thais que há 4 meses deram o nome de Rogério Ceni ao seu filho.

O ídolo são-paulino que já tem em seu currículo várias conquistas e homenagens por suas atuações, agora conta com uma bela homenagem de seus fãs.

Definitivamente, o garoto torcerá para o Tricolor paulista ou terá problemas ao falar seu nome.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Quiz Pequena Área

Qual goleiro é considerado o melhor da história das Copas do Mundo, ganhou o Prêmio Ballon d'or e foi homenageado pela FIFA?

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Quiz Pequena Área

Quem é esse goleiro? Em qual time ele atua?


quarta-feira, dezembro 01, 2010

Goleiro Campeão

Apesar dos títulos/medalhas ainda não terem vindo, Bruno já se consagrou campeão.

Depois do grave acidente, numa sexta-feira de 2006, o então goleiro reserva do São Paulo FC ficou tetraplégico e perdeu dois amigos (o quarto goleiro do São Paulo, Weverson, e a jogadora de vôlei do Finasa/Osasco, Natalia Lane).

Hoje, o ex-goleiro se dedica a um novo esporte: a vela.

Sua meta é participar dos Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres. Quem duvida de sua capacidade?

Agora é torcer por suas vitórias, mas, acima de tudo, vê-lo novamente no esporte se tornou a sua maior conquista e um grande orgulho.

quarta-feira, junho 09, 2010

Preparação Goleiro


São diferentes, dentro e fora do campo, usam um uniforme diferente, têm o privilégio de poder colocar a mão na bola, são intocáveis na sua área, e como não poderia deixar de ser, têm um tratamento especial.

Diferente dos outros jogadores, a preparação do goleiro exige muito mais do que a resistência física, o autocontrole é imprescindível para terem um bom desempenho.


Muito além dos treinos e preparo físico, a preparação dos goleiros atinge, também, o psicológico. As cobranças que inevitavelmente surgem em suas carreiras, impõe aos donos da camisa 1, um acompanhamento psicológico, uma vez que, um dia são os melhores do mundo, e no outro, os “únicos” responsáveis pelo fracasso do time.

quarta-feira, junho 02, 2010

Menos um adversário: O fim da paradinha


Pouco se fala do último dia 15 de março, quando Wender, goleiro do Brusque, se machucou ao tentar defender um pênalti cobrado por Lima, jogador do Joinville.

A arma que deixou o goleiro afastado dos gramados foi a 'paradinha'. Sim, o jogador correu, parou e depois chutou, Wender tentou voltar e acabou machucando seu braço esquerdo, foi atendido pelos médicos do Joinville e levado ao hospital.

Enfim, depois dessa lesão, a boa notícia para os goleiros veio no final de maio, com a proibição, pelo presidente da FIFA, da paradinha nas cobranças de pênaltis, a partir de ontem, 1º de junho.

Menos um adversário para nossos heróis da pequena área.

quarta-feira, maio 26, 2010

A Dinamarca dentre os grandes




O goleiro Peter Schmeichel teve seus anos de glória na década de 1990 quando atuava no Manchester United. O clube, que vinha de mais de 20 anos de decadência, se tornaria a partir daí um grande destaque.

Peter, depois de 9 anos no Manchester United, ainda viria a jogar no rival Manchester City por 1 ano, conseguindo o feito de jamais ser derrotado nos confrontos de Manchester.


Defendeu também o Aston Villa, onde deixou o recorde de não levar gols em 42% dos jogos da liga inglesa.


Além disso, leva a marca de ter feito 10 gols em sua carreira.


Entre os maiores jogadores de futebol da Dinamarca, foi lembrado, em 2004, por Pelé que fez uma lista com 125 nomes dos maiores futebolistas ainda vivos.

quarta-feira, abril 28, 2010

26 de Abril: Dia do Goleiro

Carregam o time, na vitória ou na derrota. Esquecidos nas vitórias. Lembrados nas derrotas.

Em campo são únicos. Suas regras são diferentes. Suas camisas são exclusivas. E levam o número 1.


Talvez tenham a profissão mais ingrata do mundo. Mas batem no peito e defendem seu manto.


Lutam contra as regras. Evitam gols fazendo, às vezes, até o impossível. E assim saem com sua vitória.


Esses são nossos goleiros. Um dia chamados de “Santo/Milagroso”, no outro de “Frangueiro/ Braço curto”.


Infelizes os que olham pelos olhos dos atacantes. Os olhos dos goleiros vêem os jogos de camarote. Dispara o coração quando vê a bola no pé do atacante. Mas se consagram quando voam e voltam com a bola nas mãos.


Parabéns aos nossos Eternos Heróis.




Como começou?


Rio de Janeiro, 14 de abril de 1975, reunião de pessoas ligadas ao futebol. O motivo? Os goleiros. Enfim, o mérito aos goleiros seria dado, o Dia do Goleiro sairia do papel.


Tudo começou com o Tenente Raul Carlesso e o Capitão Reginaldo Pontes Bielinski, em meados de 70, quando professores da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro, resolveram homenagear o camisa 1. Carlesso desenvolveu um método para a formação desses heróis do campo, sendo um dos precursores na preparação de goleiros no Brasil.

Apesar da primeira festa ter sido em 14 de abril, mais tarde, o Dia do Goleiro seria oficializado com a data de 26 de abril, em homenagem ao goleiro, então campeão brasileiro, Manga, jogando pelo Internacional.

O ex-goleiro, essa semana foi contratado pelo Inter como “embaixador” do clube no interior do Rio Grande do Sul.